Filme sobre ativistas do IRA impressiona
Carlos Augusto Brandão, especial para a Tribuna BIS
NOVA YORK (EUA) - A concorrida sessão de “Fome” (“Hunger”) na 46ª edição do Festival de Nova York não se deveu ao nome do diretor inglês Steve McQueen. Estreante na direção, ele não tem qualquer relação com o famoso ator homônimo. A sala cheia na sessão prévia para a imprensa decorreu da expectativa que cercava o filme de McQueen, após ter chocado os espectadores em sua exibição em Cannes, onde ganhou o Caméra d’Or, prêmio para diretores em seu primeiro filme. O longa é um dos mais esperados no Festival do Rio e estréia na Mostra Foco Reino Unido no próximo dia 3 (sexta-feira).
“Fome” tem como ponto central a morte de Bobby Sands na prisão de Maze, após uma greve de fome que eles e seus companheiros fizeram por tempo indeterminado e que acabou de forma trágica. Além do carismático líder do IRA, mais de uma dezena de outros prisioneiros também não resistiram. Mas, acima de tudo, o filme descreve as penosas condições carcerárias e a brutal repressão que os ativistas sofreram naquele ano de 1981, na sua luta para serem reconhecidos como presos políticos nos cárceres da era da conservadora direitista Thatcher.
Tudo é mostrado através de imagens extremamente fortes num cenário cru e aterrador. Mas esse ambiente chocante, que agride aos sentidos visuais e auditivos do público, perde impacto quando confrontado com a brutalidade imposta aos prisioneiros. As cenas são dantescas e uma delas particularmente – quando Sands é jogado para fora de sua cela e agredido pelos guardas – é tão brutalmente realista que os espectadores quase podem sentir os socos e as pancadas infringidas no seu corpo. A atrocidade é exacerbada pelos longos períodos com quase total ausência de diálogos entre as cenas.
Na entrevista com McQueen - da qual participou a Tribuna BIS - o diretor explicou que a idéia de fazer um filme sobre este momento da história estava na sua cabeça desde que ele tinha 11 anos. “Eu era praticamente um garoto e todas as noites via a imagem de Sands na tevê. E eu ficava extremamente impressionado com o nível de paixão e confrontação dele e o que pode levar uma pessoa a uma greve de fome até a morte. Quando cresci procurei saber mais sobre ele e imaginei que poderia fazer filme sobre o assunto. Além de tudo era importante que muito mais pessoas ficassem sabendo os terríveis acontecimentos que aconteceram naquele período no Reino Unido”, contou McQueen.
É também impressionante a longa tomada de 22 minutos, filmada num plano contínuo, quando o sacerdote Frei Dominic Moran (Liam Cunningham) tenta convencer Sands que a greve de fome que ele pretendia fazer seria totalmente inócua e não teria nenhum resultado político. No ar, paira a dúvida se sua morte certa seria caracterizada como suicídio ou como um martírio.
“O longo diálogo entre Sands e o padre teve o objetivo de levar as pessoas a um debate, a uma confrontação - como naqueles jogos em que a gente não sabe o resultado quando não há um vencedor definido. Algumas pessoas vão concluir que Bobby estava errado, que era apenas um terrorista, outras vão achar que ele estava certo e era um mártir. Eu quis colocar o lado esquerdo e o direito da questão”, explicou o diretor.
McQueen, um já consagrado artista multimídia antes de sua incursão na direção, começa o filme no estilo minimalista - semelhante aos trabalhos que havia realizado para galerias de arte, quando tomou contato mais de perto com o mundo dos pintores. “Não são apenas alguns filmes que são violentos. Na pintura, também temos casos semelhantes. Basta olhar alguns quadros de Goya, por exemplo, para constatarmos sua forma de exprimir situações de violência semelhantes ao de Hunger”, disse.
Aliás, como num quadro, aos poucos, as imagens reveladoras da tortura dos prisioneiros vão se tornando cada vez mais impressionantes e permanecem por longo tempo na mente das pessoas como um testemunho de até onde pode ir a irracionalidade no mundo atual. É quase inevitável a comparação com o recente documentário “S.O.P - Standard Operating Procedure”, de Errol Morris, Grande Prêmio do Júri no último Festival de Berlim, sobre a tortura e humilhação sofridas por prisioneiros muçulmanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib.
Embora Hunger, ao contrário do filme de Morris, seja uma semificção, é tênue a linha que o separa do viés documental, o que em grande parte se deve ao excelente desempenho de Michael Fassbender como Sands. Além da atuação de Fassbender, não há como negar os méritos da direção ousada de McQueen, considerado um dos expoentes do que está sendo chamado de o novo cinema britânico.
Hunger não é para qualquer tipo de público, mas além de restaurar um dos episódios mais sombrios da história recente é, como constata seu diretor, um filme atual. “Acho que Hunger tem uma capa contemporânea. A utilização do próprio corpo como uma forma extrema de protesto está se tornando um fato cada vez mais comum”, concluiu.
Escrito por simaopessoa às 02h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Skol Beats embala 15 mil pessoas



BRUNA BITTENCOURT COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
SILAS MARTÍ DA REPORTAGEM LOCAL
Com a proposta de fazer uma versão menor do que suas edições anteriores, o Skol Beats reuniu na madrugada de sábado para domingo 15 mil pessoas no Anhembi – os ingressos esgotaram-se por volta da meia-noite, segundo a organização.
Com a diminuição de público, foi possível transitar com mais facilidade pelo evento, que já chegou a reunir 57 mil pessoas – no ano passado, o público foi de 40 mil pessoas, divididas entre dois dias de evento.
As 25 atrações, escolhidas pelo público por votação a partir de uma pré-seleção de nomes feita pelo Skol Beats, dividiram-se entre um grande palco e duas tendas cobertas. Em edições passadas o evento chegou a receber 57 artistas.
O “desinchaço” colaborou para que o evento funcionasse melhor, mas, ao mesmo tempo, fez com que soasse menos animado do que edições passadas.
Destaques da escalação deste ano, Justice e Digitalism não gozam da popularidade de atrações como Prodigy, que levou uma multidão ao evento em 2006, e Bonde do Rolê, em 2007.
“A diversidade do ano passado foi maior, com Bonde do Rolê, David Guetta”, lembra o estudante Luã Fernando, 19. “Mas foi bem melhor concentrar tudo num dia só.”
O analista de informática Marcus Vinicius Telles Araujo, 23, pela quinta vez no Skol Beats, concordou e disse que o evento melhorou com o enxugamento de atrações e público.
Distorção
Principal atração do evento, a apresentação do Justice, seguida pelo set de Marky, reuniu um público menor do que o DJ de drum’n’bass. Com 20 minutos de atraso, o show do Justice durou apenas uma hora.
“Eu vim ver como as pessoas reagiriam a tanta distorção”, disse o DJ Felipe Venâncio, que já tocou em outras edições. “E funcionou muito, é como um Daft Punk realmente punk”, resumiu, citando a inserção de trecho de heavy metal em “We Are Your Friends”.
A canção que encerrou a apresentação dos franceses, aliás, foi a que mais empolgou a platéia relativamente apática. O ar blasé da dupla, que não interagiu muito com os fãs, também contribuiu para um clima morno durante o show, que teve, no entanto, um final apoteótico: Xavier de Rosnay, que fumou quatro cigarros durante o set, levantando o punho diante da cruz-símbolo do grupo e uma explosão de luzes.
Embora muitos dos fãs ouvidos pela Folha tenham elogiado a apresentação, os alemães do Digitalism, que sofreram com problemas de som no início do show, tiveram melhor resposta do público. Cantando ao vivo, e gritando “São Paulo” inúmeras vezes ao longo da apresentação, Jens Moelle e Ismael Tuefekci conseguiram até que o público copiasse a coreografia expansiva e bastante estabanada que improvisaram com graça no palco.
Já com os primeiros raios de sol despontando, ainda havia gente animada para acompanhar o set de Armin van Buuren, alardeado o melhor DJ do mundo após eleição dos leitores da revista DJ Mag.
Lei Seca
Por causa da Lei Seca e para evitar congestionamentos, a organização do festival entregou, com os ingressos, passes de metrô ao público, além de incentivar o uso de transporte coletivo, disponibilizando ônibus gratuitos das estações Tietê e Barra Funda até o evento.
“Antes a gente dirigia bêbado mesmo, agora, até por causa da lei, a gente viu que é mais seguro pegar táxi”, disse o publicitário Rafael Cardoso, 26.
Adriano Bruning, 21, chegou ao Anhembi com a van fornecida pelo evento, mas reclamou da distância do ponto de descida até o portão do Skol Beats. Boa parte dos que vieram de carro ao evento acabaram elegendo alguém do grupo, que não bebeu, para dirigir na volta.
Ainda assim, coordenadores de alguns dos 12 bares do evento ouvidos pela Folha disseram que a Lei Seca não afetou a venda de cerveja. Às 4h, cerca de 70% do estoque da bebida, segundo os gerentes dos bares, havia sido vendido. As filas foram significativas nos banheiros ao longo da madrugada.
Até o final do evento, às 8h, 67 atendimentos médicos foram prestados e, segundo a Polícia Militar, cinco pessoas foram detidas por furto.
MARATONA ELETRÔNICA
VOLTA AOS 80 Ismael Tuefekci, o loirinho da dupla alemã Digitalism, cantou versos do clássico “Fire in Cairo”, do The Cure, e vestiu uma camiseta que reproduzia a capa do disco “Unknown Pleasures”, do Joy Division. Gritando estabanado diante do microfone, roubou a cena.

SEM HIPOCRISIA 1 O candidato a vereador e dono do extinto Bahamas, Oscar Maroni, distribuía santinhos – que ele chama de “diabinhos” – do lado de fora da tenda Skol. Recebeu afagos e carinho de fãs. Ao colocar óculos escuros, lembrou o mote de sua campanha: o fim da hipocrisia.
SEM HIPOCRISIA 2 Maroni, que diz saber ser o mais rico entre os candidatos a vereador, não economizou na moda. Estava de casaco Diesel, botas Harley Davidson e um chapéu preto do Canadá.

JUSTICE? Já o ex-MTV Max Fivelinha curtia a tenda em seu centro, não se importando muito com a popularidade da dupla francesa do hit “Stress”. “Não venho por um DJ ou apresentação específica, fico andando a noite inteira”, disse ele. Freqüentador de todas as edições, Fivelinha gostou da escalação mais enxuta do festival, “lembra o começo, quando ainda era em Interlagos”. Apesar disso, reprovou o Anhembi como sede, “um lugar difícil de chegar e de sair”. Fivelinha não iria estender muito sua presença, “porque não gosto de sair já quando amanhece, com a cara amassada”.
LUXO SÓ Camisetas com letreiros luminosos, que piscam de verdade, foram a aposta fashion desta edição. Inspiradas no display que anunciava mensagens no palco como ‘é só rodopiar”, as camisetas, de até R$ 130, ficaram encalhadas, embora alguns corajosos tenham comprado.
JOANINHA ASSANHADA Um grupo de dez homens e mulheres vestidos de joaninha dava abraços-relâmpago em quem cruzava seu caminho. Numa operação de marketing para promover outro festival de música patrocinado por uma marca de bebidas, cada intérprete de joaninha recebeu R$ 300 e entrou de graça no evento. “E também dá para pegar muita mulher”, gritou um joaninha, correndo atrás de um rabo-de-saia.
PELADO MIRRADO Mesmo no frio que obrigou o público a abusar das jaquetas de couro como aquelas usadas pela dupla Justice, três rapazes dançavam sem camisa na tenda Terra. A analista de sistemas Priscila Satiro, 25, entrou no meio da roda e tirou fotos com os rapazes. “Achei que eram bem feios e mirradinhos, queria só tirar uma onda”, disse.
Escrito por simaopessoa às 17h27
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Justice faz show agressivo e claustrofóbico
THIAGO NEY DA REPORTAGEM LOCAL DA FSP
O mote era “feito por você” – já que o festival foi montado a partir de escolhas do público –, mas ficaria melhor feito por ruídos.
Porque as duplas Justice e Digitalism, as duas principais atrações, abusaram das distorções e dos efeitos eletrônicos para emprestar ao evento um clima pesado e dançante. E o público vibrou com os ruídos.

Os franceses do Justice tocaram cedo, das 23h de sábado à 0h30 de domingo. A estratégia mostrou-se acertada: o duo foi um dos que atraiu mais pessoas ao palco montado na área da concentração do Sambódromo.
A apresentação pode ser resumida como uma massa sonora feita por beats barulhentos, alguns vocais e sintetizadores que emulam riffs de guitarra. No palco, os dois se colocam atrás de uma mesa de som; dos dois lados, paredes de amplificadores Marshall; à frente, uma cruz que pisca durante o show.
A intenção parece ser criar no público um desconforto com as batidas sujas, ásperas. Durante pouco mais de uma hora, é difícil encontrar espaço para respirar na avalanche de sons e luzes jogadas pelo Justice. Em nove anos de Skol Beats, o duo foi dos nomes mais agressivos que já tocaram no evento.

Às 3h30, o Digitalism deu seqüência a essa atmosfera que chega a ser até claustrofóbica. Enquanto um deles toca uma bateria eletrônica, o outro fazia diversas intervenções vocais, dando à apresentação um caráter roqueiro e energético. A dobradinha Justice/Digitalism foi uma bola dentro do festival.

O mesmo não pode ser dito do trio australiano Pendulum. O que se viu foi um grupo que se assemelhava a bandas de metal. Muitos riffs inconsistentes e um vocalista irritante fizeram com que muita gente cruzasse os braços na pista. Já Armin van Buuren jogou para a torcida, com vários hits fáceis.

O Skol Beats foi encerrado por Gui Boratto. Apoiado por uma banda (teclados e bateria), Boratto proporcionou momentos memoráveis, mostrando que já se tornou um nome pop.
Escrito por simaopessoa às 17h17
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Bauhaus ao vivo no Espaço Cultural Valer

Jorge Bandeira
O Cine-clube Música pra Valer apresenta nesta sexta-feira, dia 3 de outubro, o incendiário " BAUHAUS AO VIVO NO SHOW GOTHAM" (1998). A sessão começa às 18h30, no Espaço Cultural Valer (Rua Ramos Ferreira, 1195, Centro), com entrada franca.
Bauhaus é aquela banda gótica que já está no imaginário de todo roqueiro que se preze. Seu som é a tônica de todo movimento dark gótico, e aí podemos incluir o Sister of Mercy e Siouxsie and the Banshees para fazer parte desta tríade absoluta deste movimento que agitou a cena musical imediatamente após a quebradeira punk. E isso em todo canto do planeta Terra, em todos os seus cemitérios musicais. Som e fúria, música de desilusão e técnica apurada no tocar e no cantar: BAUHAUS. Na cidade de Northampton, na Inglaterra, em 1978, começa a história de terror, ops! musical, do Bauhaus.
As influências estavam postas a partir do descontentamento social que eclodiu no período pós-punk. Esta trupe de artistas da sonoridade inglesa uniu o pós-punk e o terror vinculado a antigos filmes e histórias em quadrinhos, surgindo desta salada uma sonoridade nova, remetendo a visões da guerra fria e da Cortina de Ferro.
A teatralidade de seu compositor principal e vocalista, Peter Murphy, é um tributo ao Bowie da fase Ziggy Stardust. A despreocupação estética do Punk deu lugar a uma nova valorização de estilos e conceitos neo-românticos, depressivos e que tenderiam a satirizar elementos do Expressionismo. A coisa foi ficando séria demais e o Bauhaus já estava na crista da onda em pouco tempo, principalmente após o sucesso de “Bela Lugosi’s Dead”, verdadeiro hino do movimento dark gótico. Na abertura do filme “Fome de Viver” é esta música que abre a película moderna sobre vampiros, e com o Camaleão David Bowie no elenco.
O estilo musical desta banda virtuosa é experimental e minimalista, onde Daniel Ash tira um som reverberado da guitarra “fria”, submergindo as canções em acordes distantes do teclado. A poderosa voz de Peter Murphy confere um ar de “clima noir”, além do domínio de palco deste artista. O peso do baixo fica por conta de David J, que segundo Lúcio Ruiz (Alma Nômade) “só pode dormir com instrumento”, pois executa brilhantemente suas incursões com seu contrabaixo sem o trasteamento de apoio: seus dedos percorrem cordas e madeiras de forma crua e direta (o cara é foda mesmo!).
Lembro aos desavisados que o Bauhaus tem um disco ao vivo onde a NICO (ex-Velvet Underground) tem uma participação especial, chama-se “Press the Eject and Give Me the Tape”, lançado por aqui pela Roadrunner, via Beggars Banquet, a gravadora original do Bauhaus, depois da saída da banda da gravadora 4AD.
No Brasil a vertente do rock gótico tem alguns bons representantes: A Banda Invisível, Arte no Escuro, Kafka são apenas algumas das que surgiram nos idos de 80 e que deixaram rastros e sombras. Seriam as gárgulas das catedrais góticas, vigiando eternamente a boa música feita pelo Bauhaus, que em 2008 lançou um disco de inéditas “Go Away White”, no velho e bom estilo de um rock que ressuscita em meio ao caos de um rock brasileiro sem vida e que hoje é feito só para encher lingüiça das gravadoras e do Faustão. O Bauhaus é um doce vampiro que não morre jamais!
Escrito por simaopessoa às 02h06
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Site seleciona os cartazes de shows mais legais dos últimos tempos
E lá vem o GigWise com mais uma de suas listas legais. Agora, o ranking é sobre os cartazes de shows mais incríveis dos últimos 50 anos.
O material escolhido reúne obras iconográficas da cultura pop contemporânea dos mais variados estilos.
Veja a lista dos 10 mais abaixo e clique no link acima para conferir o ranking completo (são 40 posters).
1 - Led Zeppelin - Oakland Stadium, 1977
2 - Jimi Hendrix, John Mayall, Albert King - Fillmore, San Francisco 1968
3 - Cream Farewell Concert - The Royal Albert Hall, 1968
4 - Ween - Rockefeller, Oslo, 2005
5 – Radiohead - 2000 Freakshow Tour (de Stanley Donwood / Dr. Tchock aka Thom Yorke)
6 - The Grateful Dead - Warfield Theatre, San Francisco, 1980 (de Gary Gutierrez, autor do esqueleto Uncle Sam)
7 - Explosions in the Sky - The Starlight Ballroom, Philadelphia, 2007 (de Michael Munter)
8 - The Beastie Boys - Oakland Coliseum Arena, August 1998 (de Emek)
9 - Public Image Limited, North American Tour, 1986 (de Phil Cushway)
10 - Pink Floyd - The Queen Elizabeth Hall, London, 1967
Escrito por simaopessoa às 01h54
[]
[envie esta mensagem]
[link]
França virou o hype do momento

“Carabine c’est le mot qui m’vient/ Quand je pense à mes copines”. A garota Yelle, da foto aí em cima, que canta “carabina é a única palavra que me vem à mente quando penso em minhas amigas”, é um dos cinco motivos pelos quais a França é hoje o lugar mais cool do mundo.
Esqueça Sarkozy, o Louvre e as estatais. Surgindo como uma espécie de reação ao hip hop e à música negra que tomou os metrôs de Paris na voz dos imigrantes nos últimos anos, uma cena pop vinha sendo gestada e, em 2008, estourou no YouTube, nas passarelas de moda, na televisão francesa e nos bairros parisienses de Marré, Quartier Mouffetard, Oberkampf e Les Halles.
Não sei se dá para falar num equivalente do Britpop – o boom descolado da Inglaterra nos anos 90 –, mas a coisa está divertida, sem dúvida. Quer provas? Vamos a elas:
1. Yelle
Sim, a jovem da carabina. Seu nome é uma versão feminina das iniciais de You Enjoy Life – e isso diz tudo sobre ela. O disco de estréia dessa francesa de 25 anos foi lançado há um ano, mas em 2008 ela começou uma longa turnê divulgando o rebento, chamado Pop Up. No dia 30, estará em São Paulo. Se existe um pop com a cara dos anos 2010, ele está em Pop Up. Puxado pelo hit A Cause des Garçons, o disco é deleite do início ao fim, com sua mistura de eletro, barulhinhos e funk contrastando com a delicada voz de Yelle.
2. Tecktonic
É o movimento do qual Yelle é expoente. Uma espécie de new rave versão francesa, o Tecktonic está nas ruas de Les Halles, onde o pessoal ouve música eletrônica e se veste com roupas coloridas e oitentistas. A dança é o diferencial do Tecktonic: uma esquisitice que simula movimentos de manequins de loja. No YouTube há milhares de registros de jovens fazendo sua própria performance de Tecktonic. As reuniões dos fãs do estilo são chamadas de aprems (diminutivo de après-midi, tarde, em francês) e são combinadas exclusivamente pela internet.
3. Pschent
O cultuado selo francês de música eletrônica acaba de ter parte de seu catálogo lançado no Brasil pela gravadora carioca Rob Digital. Entre os títulos estão Charles Schillings e Stéphane Pompugnac – dois DJs ligados à moda. O primeiro é sound-designer de marcas como Calvin Klein, Louis Vuitton e Armani. O segundo é DJ oficial da Gucci e residente do Bamboo Bar, em Miami, o boteco da dona Cameron Diaz. Essa turma do Pschent ficou conhecida com a série Hôtel Costes, que teve 5 milhões de discos vendidos, trazendo novas idéias para o lounge.
4. Louise Bourgoin
Muito bem, entramos agora na cultura de massa. A garota Louise Bourgoin é a nova queridinha da televisão francesa. Aos 27 anos, a moça do tempo do Canal Plus virou atriz e estreou em La Fille de Monaco (A Garota de Mônaco) e está sendo chamada pelos críticos franceses de “a nova Brigitte Bardot”. Huuuum, então tá.
5. Yelle de novo
Ela é uma Amélie Poulain rebelde. Ela faz música com barulhinhos. Ela ame beaucoup la vie. E, bem, ela fala francês. Yelle, Yelle, Yelle.
Escrito por simaopessoa às 01h52
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Cem anos de atualidade

Roberta Campos Babo
Machado de Assis continua instigante, desvendando a sociedade que pouco avançou, nestes últimos cem anos, em relação às contradições e à capacidade de valorizar o supérfluo. Com suas machadadas elegantes, mas ousadas, o escritor ainda é um convite ao olhar crítico das mazelas sociais. “Eu nasci com tédio aos fracos”, alfinetou certa vez.
Atento às coisas de seu tempo, Machado era um investigador da condição humana. Foi perfeito na caracterização da vida real. Sua obra esmiúça temas que vão da loucura e da vaidade à traição, passando pelo amor. Seu compromisso foi o de formar a cultura brasileira através da expressão de sua obra.
Mais atual do que nunca, a obra machadiana é uma crítica à futilidade, numa mistura de jornalismo e literatura. Sua recusa em seguir os modismos da época contribuiu para afirmar a relevância de sua obra, que é de domínio público. Machado caiu no gosto dos leitores. Foram nada menos que nove romances, mais de 200 contos, outros 200 poemas, além de crônicas, resenhas críticas e peças de teatro, que podem ser apreciados inclusive na internet. Grande parte de seu legado foi relançada em edições modernas.
Mulato, míope, gago e epilético, Joaquim Maria Machado de Assis influenciou toda uma geração literária no País, graças à universalidade de seus romances e ensaios. Simples, retraído, recatado, avesso a intimidades, é considerado o maior escritor brasileiro pela sua abrangência e pela sua capacidade de relatar a sociedade de forma irônica e sarcástica.
Era um crítico severo de si mesmo. O autor de Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, que deu qualidade técnica à criação literária, era também ambicioso. Adorava elogios. Filho de operário mestiço e mãe vinda dos Açores, o menino Joaquim, que nasceu em 21 de junho de 1839, em uma quinta no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, foi criado pela madrasta, depois de perder a mãe muito cedo.
O autodidata Machado de Assis teve apenas o aprendizado básico. Ajudante de missa, Machadinho, como era chamado pelos amigos, foi vendedor de doces, tipógrafo e servidor público. Aos 16 anos, publicou seu primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, na revista Marmota Fluminense. Mas, só aos 25 anos, publicou seu primeiro livro, Crisálidas, que reúne poemas de amor às mulheres.
O esforço de Machado para se afirmar como escritor passou pela poesia e pela crítica teatral, antes da descoberta da prosa de ficção como veículo ideal para seu talento. Engana-se quem pensa que Machado tenha sido um tipo filosófico, imbuído das “rabugens de pessimismo”. No tempo em que freqüentava o teatro, na década de 1860, o escritor era um farrista.
O casamento feliz, de 35 anos, com Carolina Novaes não rendeu filhos e nem por isso ele deixou de ser crítico: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. O escritor gostava do convívio dos amigos e era apaixonado por cachorros e plantas. Cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, “o bruxo do Cosme Velho” foi também um exímio jogador de xadrez, tendo participado do primeiro campeonato disputado no Brasil. Em muitas de suas obras, faz menções ao jogo, como em Iaiá Garcia, último da fase romântica, marcada por Helena e A mão e a luva.
Sarcasmo
Memórias Póstumas de Brás Cubas marcou o fim da fase romântica do escritor e o início do realismo no Brasil. Nesta segunda fase, o escritor mostrava seu humor e pessimismo em relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo. Monarquista liberal, Machado de Assis deixou algumas páginas inesquecíveis e sarcásticas sobre o quadro político. Sobre a escravidão, escreveu pelo menos duas obras-primas, os contos “Pai contra mãe” e “O caso da vara”.
Machado viu na transição do Brasil entre a monarquia e a república a questão da troca de grupos de poder sem mudança estrutural da sociedade. O escritor foi um liberal convicto a vida toda, mas sabia que o fim da monarquia era inevitável. E viu também alguns traços como “o brasileiro tem a bossa da ilegalidade”. Enfático, disse: “Eu sinto a nostalgia da imoralidade”.
Machado de Assis era o maior nome vivo da literatura quando um grupo de jovens decidiu colocar em prática a idéia de criar a Academia Brasileira de Letras nos moldes da Academia francesa. Primeiro presidente da ABL, Machado ocupou o cargo até sua morte em 29 de setembro de 1908, vítima de câncer na boca. No leito de morte, lúcido, recusou o conforto da religião.
Desde os seus primeiros escritos ficcionais, ele já demonstrava seu desencanto: “O que distingue o homem do cão é a faculdade de fazer com que uma noite não se pareça com outra”. Sobre a morte, escreveu: “Está morto: podemos elogiá-lo à vontade”. Mas, também deixou um recado: “Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados”.
As lições do bruxo
. "Há coisas que melhor se dizem calando".
. "A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente".
. "Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo".
. "As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos".
. "A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal".
. "O tempo caleja a sensibilidade".
. "As ocasiões fazem as revoluções".
. "A vaidade é um princípio de corrupção".
. "Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens que de um terceiro andar".
. "A vida é boa".
Escrito por simaopessoa às 01h50
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Um olhar documental da China contemporânea
Carlos Augusto Brandão, especial para a Tribuna BIS
NOVA YORK (EUA) - O cineasta Jia Zhang-Ke não é um documentarista no sentido rigoroso da palavra. Seus filmes são ficcionais e com personagens igualmente fictícios. No entanto, dificilmente um diretor voltado para o cinema documental relataria com tanta precisão, como ele, fatos que mostram as mudanças ocorridas na sociedade chinesa e como elas afetam a população de modo geral.
Assim foi com o elogiado “Plataforma”, um painel da China antes e após a abertura econômica ao ocidente; com “Prazeres desconhecidos”, que apresentava personagens nascidos entre 1980 e 1982, ano em que a história do filme anterior terminava; com “O mundo” (“Shijie”), que aborda as atribulações chinesas que afetam a população de todas as idades, sobretudo os jovens. E agora com “24 City”, mostrado no NYFF/08 para um público que já conhece o seu trabalho, presente em edições anteriores do festival.
O filme conta a história de empregados da Fábrica 420, uma empresa de peças aeronáuticas do período desenvolvimentista estatal dos anos 50 até sua desativação e implosão para dar lugar a um condomínio de emergentes em Chengdu, capital da província de Sichuan, no centro da China. Sichuan é a mesma região onde, em maio último, ocorreu o terremoto que matou quase 70 mil pessoas.
A Tribuna BIS participou da coletiva com o diretor após a projeção, quando ele falou sobre o filme e o seu interesse em retratar a China contemporânea. Leia os principais trechos:
TRIBUNA BIS - Por que “24 City” não foi realizado apenas como um documentário?
JIA ZHANG-KE - Meus filmes têm um componente de ficção, mas com um viés na realidade e no contexto político. Ainda assim, meu objetivo é contar uma história usando todas as linguagens que conheço. Eu procuro controlar todo o processo criativo do meu trabalho: escolho as histórias, escrevo os roteiros, seleciono os atores. Isso me faz afirmar que meus filmes refletem minha opinião, meu pensamento e minhas convicções.
A que o sr. atribui o sucesso de seus filmes no exterior e entre a elite cinematográfica chinesa?
Eu conto histórias de pessoas. Minha fonte de inspiração são as histórias pessoais e as minhas memórias, como a infância durante a Revolução Cultural e a juventude na abertura econômica. Acho que o sucesso dos filmes decorre da natureza da China hoje e a maneira como o país acaba sendo mostrado em meu trabalho. Mas não acho que isso seja uma unanimidade. Imagino que os jovens chineses mais influenciados por Hollywood devam achar meus filmes chatos ou demasiadamente autorais.
Devido à censura em alguns dos seus filmes, seu trabalho é mais conhecido pelo público estrangeiro. O que acha disso?
A censura é uma maneira terrível de negar o próprio passado. E um povo não aprende nada quando decide simplesmente apagar o passado ou ignorar seus erros. Por outro lado, sinto que tem havido mais abertura entre os censores para temas polêmicos. E os cineastas precisam também ter habilidade para trabalhar as histórias, há muitas formas de dizer ou denunciar coisas e fatos sem falar abertamente.
Por que acha que seu novo projeto “Age of tattoo”, ainda não terminado, já está recebendo tantas críticas?
O filme é baseado num conto do escritor Su Tong, uma história de gângsters que se passa em 1975, um ano antes do fim da Revolução Cultural, quando a juventude urbana não tinha emprego e nada para fazer. Eu quero mostrar isso focando um grupo de jovens. Mas acho que o filme está sendo criticado menos por seu conteúdo e mais porque convidei para estrelá-lo o cantor pop Jay Chou. Como ele é uma celebridade, me acusam de rendição ao cinema comercial.
Qual a sua reação a isso?
Não posso agradar a todo mundo ou ser sempre o que esperam de mim. Por outro lado, não acho que o comercial tenha que ser necessariamente ruim e o artístico, bom. Eu já vi filmes artísticos ou comerciais bons e ruins.
Escrito por simaopessoa às 01h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
A TV Cultura pede socorro

Recebi de amigos que trabalham da TV Cultura. Divulguem. Multipliquem a indignação.
S.O.S TV CULTURA DO AMAZONAS
VAMOS UNIR FORÇAS PARA TENTAR REVERTER O QUADRO DE LAMENTÁVEL SUCATEAMENTO QUE ASSOLA A TV CULTURA DO AMAZONAS:
Encaminhe, divulgue, passe adiante essa campanha. Não a retenha, pelo bem da difusão cultural.
ESTÁ OFEGANTE E AGONIZA A TV CULTURA DO AMAZONAS, entidade que até o final da década de 1990 foi um ícone na difusão cultural:
- Os equipamentos técnicos e demais recursos materiais estão sucateados;
- Os recursos humanos, especialmente os funcionários, a maioria contratada há mais de 10 anos, pelo regime CLT, que recebem salários variando entre R$ 400,00 (quatrocentos reais) e R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais), sem reajuste há mais de 13 anos (com exceção da Diretoria, que ocupam cargos comissionados, e salários variando entre R$ 10.000,00 – dez mil reais- e R$ 15.000,000 – quinze mil reais- com reajuste previsto de mais dois mil reais), ESTÃO MOBILIZADOS HÁ CERCA DE TRINTA DIAS (com "panelaço" e "apitaço" hoje, sábado, às 9:00 horas, em frente ao prédio da TV), BUSCANDO, sem sucesso, ABRIR DIÁLOGO com o governador do Estado do Amazonas, na tentativa de SALVAR A TV CULTURA.
O fato de tal movimento vir se arrastando por esses trinta dias, sem ainda ter alcançado sequer uma audiência com o Governador do Estado, é revelador da FALTA DE HABILIDADE, APTIDÃO e ALHEAMENTO da INCAULTA DIRETORIA que está à frente da TV Cultura do Amazonas há mais de cinco anos, SEM POSSUIR, naquele início de mandato, QUALQUER AFINIDADE, CONHECIMENTO TÉCNICO, OPERACIONAL e CULTURAL acerca do funcionamento de uma televisão pública nos MOLDES E PADRÕES QUE ERAM A TV CULTURA DO AMAZONAS nos períodos anteriores ao ingresso da referida Diretoria; escolhida sem qualquer critério mínimo exigido para ocupação de cargos de gestão de TV pública; salientando-se que FOI A PARTIR DO INGRESSO DESSA DIRETORIA, que se INICIOU A DECADÊNCIA DA TV CULTURA DO AMAZONAS, atingindo a culminância com o sucateamento dos bens públicos, e levando os funcionários a manterem a TV funcionando sem as mínimas condições de trabalho, "... realizando suas atribuições com equipamentos velhos e sucateados, muitas vezes com as famosas gambiarras..." (Trecho de artigo do Jornal A Critica), e SEM REAJUSTES DE SALÁRIOS HÁ MAIS DE 13 ANOS.
Essa INCAUTA DIRETORIA, ao invés de já ter tido a SENSATEZ de buscar intervir junto ao Governador, TÊM SE DEDICADO A RETALIAR, INTIMIDAR e ASSEDIAR MORALMENTE OS FUNCIONÁRIOS que estão fazendo parte do movimento S.O.S TV CULTURA.
Tanto tem sido assim, que o MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, na voz da Procuradora de Justiça JUSSARA (jussara@acritica.com.br), divulgou artigo no Jornal A Crítica sobre "ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO", em solidariedade à luta dos funcionários da TV Cultura, destacando-se o seguinte trecho: "... servidores com mais de dez anos de casa, da Fundação Rádio e TV Cultura do Amazonas, que se encontram há treze anos sem aumento de salário e se mobilizaram em busca das reivindicações da classe, procuraram o Ministério Público Estadual (MPE-AM) e o do Trabalho (MPT), tanto em busca de mediação para as reivindicações salariais como para denunciar que estão sendo vítimas de represálias em face da luta legítima por seus direitos, com práticas abusivas como afastamento de jornalistas de programas com desvio de função, abordagens constrangedoras e advertências verbais (verdadeiras ameaças), tudo isso sem o devido processo legal, aliás, tal prática, se comprovada, pode configurar-se até improbidade administrativa.".
Considerando a FALTA DE HABILIDADE, APTIDÃO e IMPERÍCIA desta INCAUTA DIRETORIA que está à frente da TV Cultura do Amazonas há mais de cinco anos para ADMINISTRAR COM SENSATEZ OS IMPASSES surgidos por força das circunstâncias por eles próprios criadas; e também mediante tamanha AFRONTA À DIFUSÃO CULTURAL, DESRESPEITO AOS BENS, INTERESSES PÚBLICOS, DIREITOS TRABALHISTAS e DIREITOS HUMANOS (se considerarmos as ameaças e o assedio moral que estão descaradamente sendo praticado pela DIRETORIA DA TV CULTURA DO AMAZONAS contra funcionários com mais de dez anos de casa), CONVOCAMOS a SOCIEDADE em GERAL para juntarmos forças e fazer um APELO ao GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS que se digne em OLHAR COM ATENÇÃO para o SUCATEAMENTO do BEM PÚBLICO, UM DOS MAIS IMPORTANTES INSTRUMENTOS DE DIFUSÃO CULTURAL, que é a TV CULTURA DO AMAZONAS.
Também APELAMOS para a SENSIBILIDADE e o BOM SENSO do Governador Eduardo Braga que se DIGNE em RECEBER a COMISSÃO FORMADA PELOS FUNCIONÁRIOS DA TV CULTURA DO AMAZONAS, visando dar encaminhamento eficaz à situação que chegou aquela instituição, antes que os DANOS ao BEM PÚBLICO DE DIFUSÃO CULTURAL, tornem-se cada vez mais difíceis de reverter.
Escrito por simaopessoa às 01h47
[]
[envie esta mensagem]
[link]
A Poesia é necessária

Depois que soube do blog do Saramago, o poeta Zemaria Pinto (esse aí ao meu lado, passando um lenço no rosto, sendo observado pelo também poeta Tenório Telles) resolveu também fazer o seu, embora uma coisa não tenha nada a ver com a outra. É o fingidor de volta.
Quem tem mais de 14 anos deve lembrar do jornalzinho mais poético destas águas. Se não lembrar vai saber o que perdeu lendo a versão eletrônica do dito:
http://ofingidor2008.blogspot.com/
O fingidor - poesia com arte e arte com poesia.
Divulgue. Multiplique essa idéia.
Escrito por simaopessoa às 01h43
[]
[envie esta mensagem]
[link]
QUEM QUER É O POVO


Escrito por simaopessoa às 01h39
[]
[envie esta mensagem]
[link]
MIRATINGA 4EVER


A galera de Manacapuru já encomendou um "amuleto" para ser entregue ao prefeito depois que seu candidato for derrotado pelo deputado Angelus Figueira (PV) no próximo dia 5. Interessa?
Escrito por simaopessoa às 01h37
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Meu candidato a vereador é Antonio Diniz - 43434 - PV

O que leva você a escolher um candidato a vereador? O elevado nível de experiência parlamentar, competência intelectual e de cultura humanista? A certeza de sua honestidade e de que ele não vai usar a política para se locupletar? O conhecimento profundo da realidade dos manauaras? O compromisso com as camadas mais humildes da população?
Nesse caso, seu candidato (e o meu) é Antonio Diniz, do Partido Verde (PV), esse sujeito aí na foto ao lado do meu brother Omar Aziz, durante uma reunião com moradores da Raiz. Anote isso que estou dizendo: Diniz é um dos poucos candidatos a vereador que ainda pode mostrar que é possível ser diferente na política.
Se você ainda não o conhece, ou não está suficientemente convencido para votar nele, confira alguns motivos para decidir seu voto. Aliás, eu poderia dar 43.434 motivos, mas vou me ater ao básico.
Antonio Diniz já tem experiência parlamentar, pois foi vereador pelo PMDB durante dois anos (2002-2003). Não disputou a reeleição para apoiar seu amigo e então vereador Paulo Nasser, que foi reeleito. O nome disso é lealdade.
Antonio Diniz tem uma cultura humanista acima da média. Há dez anos ele se dedica de corpo e alma à disseminação do hábito da leitura por meio do “Sebão de Manaus”, o maior e mais importante entrepostos de livros usados da cidade. O nome disso é militância cultural.
Antonio Diniz conhece como poucos as mazelas de nossa cidade já que passa os fins de semana visitando as pessoas menos afortunadas. Os que vão votar nele estão convencidos de que poderão contar com um edil verdadeiramente a serviço da população, já que ele não tergiversa em seus propósitos. O nome disso é compromisso.
Antonio Diniz é um autêntico intelectual orgânico de que nos falava Gramsci. Ele aprendeu a ser assim tendo como mentor o saudoso senador Fábio Lucena, de quem foi assessor por mais de 15 anos. Era Diniz que garimpava a matéria-prima com que Fábio Lucena produzia seus discursos memoráveis. Ele aprendeu com Fábio a valorizar as pessoas.
Antonio Diniz não precisa da política para se locupletar. Ele é funcionário de carreira da Câmara Municipal de Manaus e só ainda não se aposentou por causa da idade (seu tempo de serviço já está se aproximando dos 40 anos porque ele começou a trabalhar ainda adolescente). Seu sonho de consumo é participar da construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Antonio Diniz é meu cunhado. Preciso dizer mais?
Se você tem compromisso com o futuro, no dia 5 digite
43.434
Escrito por simaopessoa às 14h46
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Festival reunirá Dave Matthews Band e Ben Harper em SP e Manaus


Dave Matthews Band e Ben Harper vão ser atrações de um festival que ocorre este mês em Manaus (dia 26) e São Paulo (27 e 28). O evento terá também presença de Jorge Ben Jor, Seu Jorge, Vanessa da Mata, O Rappa e NXZero.
Intitulado de “About Us - Entretenimento a Favor da Sustentabilidade”, o festival segue a linha do Live Earth, com atividades sobre o meio ambiente e infra-estrutura que reduza a emissão de carbono na atmosfera (a organização dará camiseta e estacionamento para quem ir de bicicleta) e a reciclagem do lixo.
A Dave Matthews Band, liderada pelo instrumentista e cantor sul-africano, conseguiu muito sucesso a partir da década de 90 nos Estados Unidos com sua mistura de pop com tinturas étnicas e climas de jam sessions em seus concorridos shows.
Ben Harper volta ao Brasil um ano e meio após a sua última passagem pelo país. Sua mistura de blues, soul e reggae tem bastante acolhida principalmente entre o público praiano. entre seus principais hits estão “Steal my kisses” e “Diamonds on the inside”.
Escrito por simaopessoa às 09h49
[]
[ |