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Blog de simao pessoa


Ler é o melhor remédio

 

Roberta Campos Babo

 

O SAL É UM DOM, da Nova Fronteira, reúne receitas de Dona Canô, mãe de Caetano e Maria Bethânia. Idealizada e escrita pela também filha Mabel Veloso, a obra “é um livro sobre a vida”, mostrando o paladar como fio condutor do dia-a-dia da família, que sempre celebrou a alegria de estar reunida. Segundo Mabel, que aparece aí na foto com Dona Canô, “as refeições são tratadas como um momento importante”.

 

Em BARCELONA, da Agir, o crítico de arte Robert Hughes faz um relato pessoal sobre a capital da Catalunha, misturando fatos de sua vida e dados históricos. A obra analisa 14 séculos de história, do surgimento da cidade até o presente, mostrando o espírito e a cultura catalã, viajando por locais históricos, das obras de Gaudí à Boqueria e a Praça Real.

 

O TOTEM DO LOBO, da Editora Sextante, retrata a cultura, espiritualidade, a ética e o estilo de vida dos últimos nômades da Mongólia Interior. O cientista social chinês Jiang Rong usa o lobo como metáfora para contar a história do jovem estudante que, em plena revolução cultural da China, passa a viver entre pastores nômades numa relação quase sobrenatural com a natureza. A obra é uma dura crítica à sociedade e aos ideais da revolução.

 

GATO ESCALDADO TEM NOVE VIDAS, da Bertrand Brasil, reúne histórias vividas e ouvidas pelo escritor Jeffrey Archer durante o período em que esteve preso sob acusações de perjúrio e obstrução da justiça durante uma investigação do governo britânico. São 12 contos com finais surpreendentes.

 

Em ALICE E O MISTÉRIO DA CASA VERDE, da Editora Muiraquitã, a escritora Neide Graça conta a história da menina que passa a freqüentar um casarão antigo para desvendar seu mistério. Um dia, ela vê na casa verde uma sala misteriosa habitada por uma melodia tão bela quanto desconhecida e sua missão é descobrir o que acontece por lá. Ela descobre, junto com o que acontece na sala misteriosa, que existe amor à primeira vista.

 

OUTROS 500, da Saraiva, mostra a aventura de uma estudante que se perde em território indígena, na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Ela só consegue voltar para o acampamento com a ajuda de um índio, não sem antes conhecer mais sobre a cultura Xavante. A obra do biólogo Marcelo Bizerril revela as belezas naturais da flora, fauna e cultura brasileiras, além de mostrar a importância das diferenças.

 

MISSÃO NO REICH, da Odisséia Editorial, faz um mergulho no mundo dos diplomatas latino-americanos que serviam em Berlim e em outras importantes cidades do Velho Continente durante o regime nazista. O jornalista Roberto Lopes, que viajou por 11 países à caça de telegramas, ofícios, cartas, textos de pronunciamentos, atas oficiais e relatórios secretos, reconta a história da primeira fase do relacionamento da América Latina com o nazifascismo através do comportamento de seus agentes diplomáticos e consulares na Europa.

 

UMA HISTÓRIA, UMA LOROTA... E FIQUEI DE BOCA TORTA, da Formato, traz histórias escritas pelo garoto que encontrou uma mensagem num estojo de lápis esquecido em cima da mesa. O jornalista mineiro Pedro Antônio de Oliveira garante que depois de ler a mensagem, o garoto ganhou poderes mágicos de escritor e o resultado é “de encantar os olhos e o coração da gente”.



Escrito por simaopessoa às 14h22
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Drew Barrymore está curtindo a vida de solteira adoidado

 

Reunir-se com os amigos, ficar a par do noticiário político, fazer mais viagens com as Nações Unidas na qualidade de embaixadora do Programa Mundial de Alimentos e se concentrar no trabalho são as prioridades da “pantera” Drew Barrymore, como ela mesma contou em entrevista à revista Harper’s Bazaar, que será publicada na edição de novembro.

 

Feliz com a vida de solteira, desde que se separou do namorado Justin Long em julho, a atriz de 33 anos, garantiu: “Sou muito feliz com minhas prioridades como estão agora. Fiquei solteira alguns meses e voltei minha atenção às minhas paixões. Fui aprender quem sou, não através de um homem, mas por mim mesma”, afirmou. Antes de Long, Drew já havia se relacionado com o diretor Spike Jonze e com o baterista do Strokes, o brasileiro Fabrizo Moretti.

 

Uma das transformações sofridas por Drew – que estreou aos 3 anos de idade na TV em Suddenly, love (1978) e conquistou fama mundial ainda pequena por sua participação em E.T. - O Extraterrestre (1982) – diz respeito ao interesse pelas eleições presidenciais de 4 de novembro.

 

A artista reconheceu que não deu muita atenção às eleições de 2000, disputadas por Al Gore e George W. Bush, mas afirma que agora está consciente da importância de votar. “Ninguém me falou sobre política ou de por que votar é importante. Tornei-me votante confessa e sinto que é preciso conseguir que os demais também sejam”, destacou.



Escrito por simaopessoa às 08h54
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JUIZ ADVERTIU O TRE SOBRE FRAUDES EM MANACAPURU

 

Dois dias antes da eleição, o juiz eleitoral de Manacapuru, Luiz Cláudio Chaves, advertiu ao TRE que o município sofreria a maior fraude Eleitoral da história. Segundo o juiz, a compra de votos não poderia ser contida porque toda a estrutura do estado, inclusive a Policia Militar, havia sido colocada a serviço do candidato Edson Bessa (PMDB). Pediu reforço. Pediu e não foi atendido. O resultado foi o maior derrame de dinheiro da história, que não foi coibido e forjou um resultado aparentemente correto, mas revelador do poder do dinheiro no processo eleitoral. Mais que isso: que as instituições podem ser colocadas a serviço de um homem em particular e de seus interesses políticos imediatos.

No dia 4, em entrevista ao jornal Repórter, Luiz Cláudio, um juiz preocupado com os rumos que a eleição havia tomado, com o governador do Estado, Eduardo Braga, interferindo diretamente no processo, desabafou:


- Pedi reforço em função de muito fatos, como por exemplo o afastamento do comandante militar que se apresentou a mim e prometeu imparcialidade, por ser independente e que não iria se prestar a parcialidade. Nem mesmo sentamos para elaborar estratégia. Em menos de 24 horas foi afastado. Ainda nem sei quem vem para o lugar dele. Na quinta-feira, às 9 horas, já sem farda, ele veio a mim e disse que já ia embora porque tinha recebido determinadas ordens e tinha se negado de cumpri-las.

Veja trechos da entrevista do juiz:

Repórter – Em recente matéria publicada no Diário do Amazonas, o senhor fez sérias denúncias relativas a interveniência do poder público estadual e municipal no processo eleitoral. O senhor comunicou ao TRE.
LC - Mais do que isso, eu escrevi e assinei.

Repórter – É verdade que a Polícia Militar tem agido com parcialidade no combate aos abusos eleitorais.
LC - Com relação a imparcialidade, o problema não está na tropa. Temos policiais militares valorosos, a PM é uma instituição centenária. Mas nessas eleições eu tenho a impressão de que... Aliás, eu não tenho notícia de que de 1982 para cá, quando o país começou a se redemocratizar de que a PM está sendo utilizada como uma ferramenta política de manutenção de quem está no poder. A gente percebe de que há uma orientação permanente e vertical. E a opção que os comandantes têm é entregar o posto por não cumprirem determinadas ordens. Mas nem todos os oficiais agem dessa maneira.

Repórter – Explique melhor.
Juiz - Ontem (quinta-feira, 2), um coronel da PM, aliás, anteontem, esteve comigo, avisou que iria agir com imparcialidade, que ia fiscalizar todo mundo. Sabe o que aconteceu? Em menos de 24 horas foi afastado do comando.

Repórter – E a imparcialidade?

LC – No interior, por exemplo, a maioria das pessoas que tem veículos não paga IPVA. O que a polícia tem que fazer? Prender o veículo, tudo bem? Acontece que ela tem que fazer com todo mundo. Não pode ser para uns e deixar outros livres. Como em todo segmento da sociedade tem os bons e os maus, aqui em Manacapuru tem os maus policiais que ainda não sei quem são. Eles estão entregando notoriamente rancho nas casas das pessoas. Se você andar na rua e perguntar todos vão dizer que é verdade.

Repórter – Então a PM não está combatendo o crime.

LC - Não tenho notícia de que esteja combatendo. Logo estão pecando por omissão.

Repórter – Nesse caso, a justiça não poderia ser mais atuante ?

LC - Nós temos feito o que pudemos. Infelizmente não tem dado certo. Para responder a sua pergunta tem uma frase antiga que diz que é “malhar em ferro frio”. A justiça não tem encontrado o devido eco na Polícia Militar.

Repórter – Como ocorre a distribuição de rancho.

LC - A distribuição de rancho ocorre só na madrugada.

Repórter – Para essa operação é verdade que a energia é desligada?

LC - Agora parou. Essa noite (quinta-feira) não faltou. Mas vinha faltando. De uma da manhã às três. Nesse horário, o movimento motos se intensificava. Era moto pra cima e pra baixo, nesse serviço. Manacapuru parecia São Paulo. A cidade não parava mais.

Repórter – E a justiça?
LC - Com um carro velho do TRE, uma pick up, com apenas um funcionário do quadro, não iria colocar uma estrela no peito e uma chapéu na cabeça para ser o xerife da cidade. Nós temos que trabalhar com provas. Quem tem que trazer as provas para a justiça é a polícia e o Ministério Público. Depois que vier pra cá e a polícia prender é que vamos processar. Mas se a prova não for coletada, o crime não for combatido... Nesse período eleitoral, o policiamento ostensivo seja mais importante que as decisões judiciais que se reportam a algo que já passou.

Repórter – O governador praticou de alguma forma crime eleitoral?

LC - O que eu tenho sempre ouvido nos carros de propaganda volante são discurso do governador dizendo que ainda tem dois anos e meio de mandato pela frente, que ainda pode fazer muito por Manacapuru, mas que precisa que eleja o candidato dele. Então, o povo entende isto como uma ameaça velada. O ministro Alfredo Nascimento, no último sábado, 27, veio aqui fazer um comício e os carros de som, novamente, transmitiram as palavras dele que diziam que determinado candidato (Edson Bessa ou Bessinha) tinha muito apoio – apoio do governador, apoio do ministro, apoio do presidente e que, ao contrário dele (o candidato do governo), o outro ia ficar com o pincelo não mão. Ou seja, não iria fazer nada.

Repórter – Isso não seria abuso de poder político.

LC - Na melhor das hipóteses, isso me parece um comportamento impróprio, incompatível com as liberdades democráticas. Porque as pessoas que estão no exercício do poder têm o dever público com a sociedade que vai muito além dos compromissos com grupos ou partidos políticos. Quem está no poder é o administrador de todos. É o presidente de todos, é o governador de todos, é o prefeito de todos, é o ministro de todos, não apenas de seus correligionários. Nós estamos no século 21, vivendo o que seria um estado de direito, e essas práticas são absolutamente incompatíveis com o estado de direito.


Repórter – Por que o senhor pediu reforço policial?

LC - Pedi reforço em função de muito fatos como, por exemplo, o afastamento do comandante que se apresentou a mim e prometeu imparcialidade, por ser um militar independente e que não iria se prestar a parcialidade. Nem mesmo sentamos para elaborar estratégia, em menos de 24 horas foi afastado. Ainda nem sei quem vem para o lugar dele. Na quinta-feira, às 9 horas, já sem farda, ele veio a mim e disse que já ia embora porque tinha recebido determinadas ordens e tinha se negado de cumpri-las. Com o coronel Hebert pretendíamos montar um patrulhamento para evitar nos bairros mais pobres distribuição de rancho e compra de títulos eleitorais porque é nessa época do ano, agora que a campanha está encerrada, que os pobres vendem os títulos de eleitores por R$ 50, 00, por R$ 100,00.

Para você entender o caso

Edson Bessa, o Bessinha, entrou na campanha pelo PMDB com apenas 1% de intenção de votos. No final da campanha, pesquisas não divulgadas apontavam 73% em favor de Angelus Figueira e 20% em favor do Bessinha. O resto dessa história, você pode comprender lendo a carta do juiz ao desembargador Ari Moutinho, presidente do Tribunal Regional Eleitoral.



Escrito por simaopessoa às 18h55
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A MAIOR FRAUDE ELEITORAL DA HISTÓRIA

 

Imagine um candidato da oposição chegar às vésperas da eleição com uma vantagem consolidada de 25% das intenções de voto (ou cerca de 10 mil votos) sobre o segundo colocado (o candidato da situação, que era apoiado pelo atual prefeito, pelo governador e pelo ministro dos Transportes) e, após as urnas serem abertas, ser derrotado por míseros 359 votos.

 

Pois foi isso que aconteceu em Manacapuru, no último domingo, com o deputado e candidato oposicionista Ângelus Figueira (PV), derrotado pelo ex-vereador e candidato situacionista Edson Bessa (PMDB).

 

O derrame de dinheiro público para fraudar esse resultado não encontra paralelo em qualquer eleição municipal na história do Amazonas.

 

Basta enunciar alguns fatos:

 

Entre segunda-feira e sábado, cabos eleitorais, vereadores e candidatos do PMDB distribuíram 5 mil sacolas de rancho no valor aproximado de R$ 300 cada sacola. Elementos da Polícia Militar deram cobertura para que a oposição não atrapalhasse a “operação sigilosa”, que contou com um apagão providencial da Ceam nos bairros visitados.

 

De quarta-feira a sábado, durante o dia inteiro, centenas de carros volantes do candidato do PMDB trombeteavam pelas ruas ameaças grosseiras do governador Eduardo Braga (PMDB) e do ministro Alfredo Nascimento (PR) informando que se Edson Bessa fosse derrotado, os recursos estaduais e federais seriam sumariamente suspensos e o município iria passar os dois anos seguintes “a pão e água”.

 

No sábado, foram contratados 5 mil cabos eleitorais para o PMDB ao custo unitários de R$ 100 por cabeça.

 

No domingo, foram colocados nas ruas 400 motoqueiros usando um colete com o número 15, do PMDB, em tipo garrafal (o que era proibido por lei), cada um deles com R$ 1 mil no bolso. O papel desses motoqueiros seria transportar um mínimo de 10 pessoas ao custo de R$ 50 por cabeça.

 

Qualquer motociclista ou taxista que se comprometesse a votar em Edson Bessa receberia 10 litros de gasolina e R$ 50 (motociclista) ou 30 litros de gasolina e R$ 100 (taxista). Mais de 3 mil eleitores motorizados participaram da esbórnia.

 

Operação semelhante – e muito mais abrangente – foi realizada na zona rural, onde a oposição não possuía fiscais credenciados.

 

Deu no que deu.

 

DETALHES DA ELEIÇÃO EM MANACAPURU

 

Votos Válidos                                41.501 (77,26%)

 

Votos Nulos                                   2.232    (4,16%)

 

Votos Brancos                               370 (0,69%)

 

Abstenção                                     9.615 (17,90%)

 

 

Resultado Final:

 

Edson Bessa (PMDB)                                       19.153 (46,15%)

 

Ângelus Figueira (PV)                                      18.794 (45,29%)

 

Pedrinho Palmeira (PT)                                     2.892 (6,97%)

 

Antonino Machado (PP)                                    662 (1,60%)

 

 

Hoje, na Assembléia Legislativa do Estado, vários deputados – inclusive da base situacionista – denunciaram o abuso e prestaram solidariedade irrestrita a Ângelus Figueira.

 

A luta continua.



Escrito por simaopessoa às 18h36
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Zoando com os biriteiros roqueiros

 

O site Rock Archive anunciou que vai abrir uma mostra especial para fotos raras de diversas bandas e artistas.


A exibição será instalada na Broadwick Street, em novembro, com imagens de Rolling Stones, The Who, Sex Pistols, U2, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Clash, Bob Marley, Amy Winehouse e Razorlight, entre outros.


O RockArchive foi fundado pelo fotógrafo Jill Furmanovsky em 1998.

 

Falando em rock, a gente estava dando uma volta pelos sites e encontrou essa bobagem no Whiplash. Como é engraçado, também resolvemos publicar.

Veja abaixo o que os fãs de rock pedem para beber em um bar:

Rock’n’Roll: qualquer coisa com álcool. Bebe até morrer sufocado no próprio vômito.
Heavy Metal: Cerveja. Bebe demais e se mantém firme.
Thrash Metal: Pede gasolina.
Power Metal: Pede uma poção mágica.
Viking Metal: Pede hidromel. Fica extremamente bêbado, mas não cai.
Black Metal: Pede o sangue de uma virgem.
White Metal: Pede água benta - afinal, álcool é pecado.
Grunge: Pede Veneno. Não é atendido e decide comprar uma arma.
Rock Progressivo: Pede uma batida. Bebe pouco.
Metal Progressivo: Pede uma batida com tudo que tem direito. Pede várias esperando uma que chegue à perfeição. Fica bêbado e se torna um chato.
Hard Rock: Pede Jack Daniel’s. Fica bêbado e sai jogando TVs pelas janelas de hotéis.

Gothic Rock: Pede uma taça de vinho e diz que pensa em se matar.
Gothic Metal: Pede uma garrafa de vinho e logo depois se mata.
Doom Metal: Acha o vinho ruim e se mata.
Emocore: Não sabe o que escolher e começa a chorar.
Hardcore: Pede uma smirnoff ice ou qualquer coisa fraca para dizer que bebe.
Punk Rock: Pede uma cachaça barata para não alimentar o sistema.
Glam Rock: Pede qualquer coisa colorida e brilhante.
New Metal: Pede a bebida mais forte querendo dar uma de bonzão e cai no primeiro gole.
Indie Rock: Pede um refrigerante.
New Wave: Pede água.

 

A zoeira lembra um poema que cometi nos anos 80, publicado no livro “Guarânia com guaraná” (1989), que pode ser lido na íntegra em algum canto deste blog:

Lambada de serpente

 

(para o poeta Almir Graça)

 

Se acid house é ectasy,

Samba é mais caipirinha,

Tequila chama merengue,

Jazz é pura cocaína.

 

Twist é poire com gelo,

Calipso pede daiquiri,

Rock é rum e coca cola,

Salsa, gim com abacaxi.

 

Reggae chama baseado,

Mambo pede vinho tinto,

Brandy nas pedras, country,

Blues, conhaque e absinto.

 

Hula hula é água tônica,

Dance hall pede martini,

Hip hop é drink dreher,

Bourboum e gelo, swing.

 

Foxtrote é cointreau,

Leite de tigre é ska,

Tango pede champanhe,

Xote, pinga e guaraná.

 

Maracatu pede strega,

Vinho branco chama valsa,

Partido alto é batida,

Baião pede catuaba.

 

Cumbia vai bem com pisco,

Rumba pede amaretto,

Vodka chama rockabilly,

Licor de menta, bolero.

 

Frevo é pura bagaceira,

Dance music é campari,

Lundu pede caxiri,

New age, cerveja light.

 

Bossa nova pede chope,

Guarânia, vinho de cidra,

Forró, pinga de alambique,

E lambada, formicida.



Escrito por simaopessoa às 01h35
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Carlos Santana anuncia aposentadoria

 

O guitarrista Carlos Santana acaba de anunciar sua aposentadoria. Em entrevista à edição americana da revista Rolling Stone, o mexicano falou do seu desejo de abandonar a música para se dedicar à religião. 

 

Santana, 61 anos, revelou que pretende pendurar as palhetas quando completar 67 anos. Até lá, ele ainda deve lançar mais alguns discos. Depois disso, o músico pretende virar pastor e se mudar para o Havaí.

 

“Vou parar de tocar quando estiver com 67 anos e trabalhar no que sempre quis fazer, ser um pastor religioso, assim como Little Richard”, disse à publicação.

 

Enquanto isso, Santana segue produzindo normalmente. Ele está prestes a lançar o 38º álbum da sua carreira. Multi-Dimensional Warrior, próximo trabalho do cara, está previsto para chegar às lojas no próximo dia 14.



Escrito por simaopessoa às 00h53
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Respire fundo para encarar a moda new rave

 

Gabriel Brust

 

Você já ouviu falar em wombats? Eu também não, até pouco tempo atrás, quando descobri, no festival Main Square, na França, os ingleses do The Wombats.

 

 

 

O nome da banda é uma homenagem a este tipo de marsupial – o wombat – que vive na Austrália. Pois este bicho simpático aí ao lado – que já se tornou quase mais famoso do que o grupo – é um dos responsáveis pela popularização dos óculos coloridos da moda new rave hoje na Europa – e que já está rolando em várias festas de Porto Alegre.

 

 

 

É preciso ter coragem para encarar o visual new rave, já que a idéia é justamente potencializar o que havia de mais bizarro na estética dos anos 80, especialmente as cores e os neons.

 

Mas se você já está com ingresso comprado para assistir à noite new rave do Tim Festival (dia 23 em São Paulo e 25 no Rio), que terá shows de Neon Neon, Klaxons e The Gossip – expoentes deste gênero –, não custa esquecer o ridículo e tentar entrar no clima.

 

 

 

Duas das principais marcas que fazem este tipo de roupa em Londres são a Cassette Playa e a House of Holland. A primeira leva o new rave ao extremo, com cores que chegam a agredir o olho e roupas repletas de pixels inspirados no Atari. A segunda, mais acessível, faz os camisetões com frases gigantes, como esta aí em cima.

 

Marcas de tênis como a Nike estão relançando modelos clássicos do exagero, com as línguas enormes ou os infláveis, que ficaram célebres nos pés do personagem Marty McFly, na série De Volta para o Futuro. O grande lance, no entanto, é encontrar esses modelos originais da época. Na Inglaterra, o povo tem desbravado brechós em Camden Town e Notting Hill atrás da preciosidade.

 

 

 

Quem não é muito adepto da moda conceitual logo de cara, pode começar de leve, com os óculos. Separei aí embaixo os três modelos mais populares no último festival inglês de Glastonbury, que rolou em junho, e que é uma espécie de radar da moda alternativa. E se você sabe onde achar em Porto Alegre, por favor, me escreva (gabriel.brust@zerohora.com.br).

 

Bob Dylan Neon

O clássico Wayfarer da Ray-Ban é o modelo mais popular da new rave. O preferido do Wombat e de Lily Allen. Quanto mais barato for o plástico, melhor. Tanto que saem por míseros dois pounds nos camelôs de Camden Town, em Londres. Pela internet, US$ 15. Mas seu tio deve ter um guardado na gaveta.

 

Kanye West neon

O modelo mais bizarro ficou famoso no nariz do rapper Kanye West – só que provavelmente o marrento usava os óculos a sério. Na versão irônica do new rave, é ridículo ao extremo, mas – acredite – não atrapalha a visão. E mais: já vi corajosos usando ele pela noite de Porto Alegre. US$ 15 pela internet.

 

Louis Vuitton neon

A vítima aqui é a famosa marca de luxo das bolsas das socialites. O clima é mais anos 70, tanto que costuma ser usado acompanhado por uma infame faixa de tenista na testa, ao melhor estilo “atleta magrelo”. Meu preferido. Nas barracas de Glastonbury saíam por 10 pounds. Pela internet, US$ 17.



Escrito por simaopessoa às 00h42
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Paul Weller, um clássico do britpop

 

Jotabê Medeiros (AE)

 

SÃO PAULO - O guitarrista, cantor e compositor inglês Paul Weller é um dos maiores heróis do rock inglês, o qual ajudou a renovar em caminhos radicalmente opostos em três diferentes décadas. A primeira vez foi nos anos 1970, à frente do grupo The Jam, um portento que reviveu o estilo mod dos anos 1960, com suas ondas de psicodelia (mas cheio de espírito punk).

 

A segunda vez foi nos anos 80, com uma das bandas mais cheias de groove da década, o Style Council, que inoculou jazz, funk, soul e Bossa Nova na veia do rock. Depois, em carreira-solo, munido de algumas guitarras Rikenbacker, voltou a animar o britpop com melodias limpas, arrumadinhas.

 

Bom, a boa notícia é que o lendário Paul Weller, aos 50 anos de idade e 30 de carreira, finalmente desembarca no Brasil para seu primeiro show no País. Ele toca no TIM Festival na Marina da Glória e no Auditório do Ibirapuera (os ingressos estão esgotados para São Paulo), nos dias 23 e 25 deste mês.

 

A outra boa notícia é que o rock de Weller não só não envelheceu como está ainda fazendo transfusão de sangue para as novas gerações do britpop. Ele acaba de lançar o álbum 22 dreams, no qual tem a colaboração de Noel Gallagher e Gem Archer (do Oasis), Steve Cradock (do Ocean Colour Scene) e Graham Coxon (ex-guitarrista do Blur).

 

É o velho britpop dando régua e compasso para o bripop estabelecido. “Esses caras têm estado por aí nos últimos anos, e nós já tocamos em tantos festivais juntos que nos tornamos amigos. A colaboração acabou sendo natural. Temos grande respeito mútuo e afinidades artísticas”, explicou Paul Weller, falando por telefone, desde Londres.

 

Paul Weller é tão classudo que nem uma resenha descendo o cacete no seu novo disco o faz perder o bom humor e a fleuma britânica. É que Alexis Petradis, crítico do prestigioso jornal inglês The Guardian, baixou o sarrafo em 22 dreams, dizendo que algumas músicas lembram até Richard Clayderman.

 

“Nunca leio as críticas negativas, só as positivas”, confessou Weller, rindo. “22 dreams é o álbum mais espontâneo que fiz em muitos anos. Tem muita improvisação, um espírito de liberdade. Não é intencionalmente eclético”, considerou o guitarrista. “É um álbum pop, mas com grande conexão de uma música para outra. É por isso que disse que pode ser ouvido de forma semelhante a Pet sounds ou Sgt Peppers”, explicou, para esclarecer que nunca pensou em comparar seu álbum aos discos clássicos dos Beach Boys ou dos Beatles.

 

Há alguns sintetizadores estranhos, uma certa atonalidade em algumas músicas, e o instrumental às vezes lembra mesmo coisas de Brian Wilson ou Beatles, com uma profusão de teclados Moog e mellotron. Mistura rock, funk, soul, free jazz, krautrock, música erudita, eletrônica e o estilo spoken words, com declamação de versos pelo guitarrista Aziz Ibrahim em uma faixa.

 

É de fato um álbum “conceitual”: abre com uma faixa chamada Light nights e fecha com uma faixa chamada Night lights. Noel Gallagher toca baixo e piano na faixa Echoes round the sun. Há uma homenagem a Alice Coltrane, a viúva de John, em Song for Alice (na qual Robert Wyatt toca trompete).

 

Os 22 sonhos do título não são muito bem explicados pelo autor. “É um título poético”, explica apenas. As letras falam de amor, exílio, nostalgia e passagem do tempo. Resumem um ano na vida do artista. “Nunca entendi a música como algo feito em compartimentos estanques”, ele disse. “Eu poderia ouvir Debussy em um minuto, e a seguir algum álbum de jazz avant-garde, e em seguida Curtis Mayfield. No fim, tudo vem da mesma fonte.”

 

Sobre a presença da Bossa Nova em alguns discos do Style Council (é visível sua cadência em músicas como Have you ever had it blue), Paul Weller foi um tanto impreciso sobre as influências. “Na época, eu ouvia alguns discos de Gilberto Gil e outros músicos brasileiros. Ouvia samba, mas também a música mais ligada às raízes, muita música africana e muito jazz americano. Acho que essa mistura é que resultou naquele som.”

 

O Style Council foi um dos mais engajados grupos do pop rock de sua época, tanto quanto o Clash. Professando uma aberta crença no socialismo, participou de ações ativistas de trabalhadores e condenou no palco o governo de Margareth Thatcher. Hoje em dia, Weller anda mais calmo. “Ainda tenho grande crença na política, mas evito manifestá-la para uma platéia. Mas, quando eu denuncio as mentiras que estão por trás de certas ações governamentais, estou fazendo política”, ele diz.

 

Nos anos 1970, Paul Weller ficou conhecido como The Modfather (um trocadilho com Godfather, o Chefão, e com a palavra mod, que representa um estilo de vida jovem dos anos 60). The Modfather é um sujeito generoso: não critica ninguém e elogia abertamente todos os postulantes do Olimpo da música atual. “Acho que Amy Winehouse é um grande talento. Gosto de Arctic Monkeys. Gosto também de algumas bandas americanas, como Yeah Yeah Yeahs e Strokes.”



Escrito por simaopessoa às 00h05
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